Exibição do filme “Sutis Interferências” de Paula Maria Gaitán, no fita /SP

“Sutis Interferências” de Paula Maria Gaitán
Após a sessão, haverá uma conversa com a diretora e com a pesquisadora da obra de Arto Lindsay, Pérola Mathias.

*8 de Junho, sábado
estudiofitacrepeSP @ Rua Consolação 2.582, Consolação; São Paulo /SP
casa: 18h
exibição do filme: 19h pontualmente
$15 (ingressos limitados)
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Sutis Interferências

Estudos sobre o som a partir da obra de Arto Lindsay, e da relação corpo/câmera com a música.

82′, 2016, Rio de Janeiro /RJ
Direção, direção de fotografia, câmera, captação, edição de som, montagem: Paula Gaitán
com Arto Lindsay e Paal Nilssen-Love

Paula Maria Gaitán

“Uma das mais transgressoras autoras do nosso tempo, essa que prefere ruído à melodia e atravessa geografias e gerações com extrema sensibilidade, a cidade com lentes em punho e a idéia na cabeça de que o mundo é um incessante plano sequência revelado em tempo real – cabe a quem se aventura desvendar o ângulo preciso para o qual cada instante se projeta. Paula Gaitán nasceu em Paris e se criou em Bogotá, onde estudou Artes Visuais na Universidad de Los Andes. No entanto, foi no Brasil que construiu a maior parte de sua obra, oscilando nas fronteiras do documentário e das artes visuais/performáticas, desenvolvendo uma estética identitária extremamente autoral na qual a relação entre seu olhar, personagens e espaço é não menos que simbiose. Filme a filme Paula reinventa-se como autora de uma obra de desdobramentos improváveis; em seu primeiro longa, Uaka, rodado no Xingu durante o Kuarup, a câmera observa personagens e gestos com tanta naturalidade que obscurece o aparato (mínimo) necessário para se filmar à época. Parecia um prenúncio de que, com equipamentos mais dinâmicos, ela estaria ainda mais à vontade para registrar a profusão de encontros que se sucederiam. É necessário dissolver linguagem!, mitos & ritos, até ser um só, vide os pixels ruidosos de seu experimento mais recente, Sutis Interferências, tradução preciosa das dissonâncias propostas por Arto Lindsay – onde imagem e som revelam-se corpo indissociável e também a voz que interage pontualmente com a figura, a sonoridade e todos os seus aparatos – mesmo os tais dos quais seu cinema abriu mão faz tempo.”_Gabriel Sanna (Mostra do Filme Livre 2017, cuja homenageada foi Paula Gaitán)


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